• Autor J. G. Ballard
  • Ilustrador
  • Coleção Ficção Traduzida
  • ISBN 9789898864017
  • PVP 19,99 € (IVA incluído)
  • preço fixo até fim de agosto de 2018
  • 1ª Edição março de 2017
  • Edição atual
  • Páginas 352
  • Apresentação capa mole
  • Dimensões 153 x 235 x 17,5 mm
  • Idade

A derradeira obra de J. G. Ballard, inédita em Portugal.

OS SUBÚRBIOS SONHAM COM A VIOLÊNCIA.

Um homem armado abre fogo sobre os clientes do Metro-Centre, um gigantesco centro comercial nas imediações do aeroporto de Heathrow. Uma das vítimas é o pai de Richard Pearson, um executivo ligado à publicidade, recém-desempregado. O principal suspeito é libertado pouco tempo depois, sem qualquer acusação.

Richard, determinado a desvendar o mistério que envolve o caso, começa a ter fortes suspeitas de que algo muito maior e sinistro habita na aparentemente pacata cidade de Brooklands. Ao deparar-se com um mundo neofascista onde os motins são frequentes, as comunidades imigrantes são atacadas por hooligans e os acontecimentos desportivos se transformam em comícios políticos chauvinistas, Richard conhece a verdadeira cúpula do Metro-Centre, que, acima de toda a cidade, controla a população como se transformada no olho de um todo-poderoso deus urbano.

Com esta investida distópica e arrepiante - o seu último romance, inédito em Portugal -, J. G. Ballard força a sociedade moderna a olhar-se ao espelho, mostrando-lhe o rosto das forças mais perversas que atuam sob o brilho do consumismo e do patriotismo arreigado.

J. G. Ballard, filho de pais ingleses, nasceu em 1930 em Xangai, na China, para onde o pai tinha ido trabalhar, e morreu em 2009. Na sequência do ataque a Pearl Harbor, ele e a família foram colocados num campo de prisioneiros civis. Regressou a Inglaterra com a mãe e os irmãos em 1946. Após dois anos em Cambridge, onde estudou Medicina sem concluir o curso, Ballard escreveu para publicidade e foi porteiro em Covent Garden, antes de partir para o Canadá como piloto da Força Aérea britânica. Começou a escrever contos na década de 1950 e estreou-se na ficção mais longa em 1962: The Drowned World é o primeiro romance de uma das mais sólidas carreiras da ficção contemporânea. Celebrizou-se pela sua autobiografia, Império do Sol (adaptada ao cinema por Steven Spielberg), mas é em romances como Crash (ed. Elsinore, 2016, igualmente adaptado ao cinema por David Cronenberg) e Arranha-Céus (ed. Elsinore, 2015) que se encontram os seus temas obsessivos: os efeitos psicológicos da cidade e da tecnologia na alienação do ser humano.





Outros livros do mesmo autor

Arranha-Céus

J. G. Ballard

«Mais tarde, sentado na varanda a comer o cão, o Dr. Robert Laing refletiu sobre os estranhos acontecimentos que nos últimos três meses tinham ocorrido no interior do prédio enorme.»

Crash

J. G. Ballard

Publicado originalmente em 1973, Crash continua a ser um dos romances mais chocantes do século XX, tendo sido adaptado para cinema, sob o mesmo título e com igual controvérsia, por David Cronenberg.