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Crash

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  • Autor
  • ISBN 9789898839381
  • PVP 16.99 € (IVA incluído)
  • preço fixo até fim de
  • 1ª Edição junho de 2016
  • Edição atual 1
  • Páginas 240
  • Apresentação Capa Mole
  • Dimensões 150x222x15 mm

«Agora que o Vaughan morreu, partiremos com os outros que se reuniram à sua volta, qual multidão atraída para um inválido ferido cujas posturas deformadas revelam as fórmulas secretas das suas mentes e vidas.»

Ao destruir o seu carro num acidente, assistindo à morte do condutor do outro veículo diante dos seus olhos, James Ballard, o narrador deste livro, descobre o fascínio pela confusão e caos do metal e de superfícies amolgadas, resultantes do impacto entre carros.

É a visão do seu amigo e visionário Robert Vaughan, homem que conduz uma espécie de irmandade de adoradores obcecados com as possibilidades eróticas dos desastres de viação, que Ballard partilha connosco: o derradeiro acidente, uma colisão frontal, um vórtice de sangue, sémen e líquido refrigerante - retrato singular da dependência crescente da tecnologia como intermediária das relações humanas, em que o erótico, o mecânico e o macabro se confundem.

Publicado originalmente em 1973, Crash continua a ser um dos romances mais chocantes do século XX, tendo sido adaptado para cinema, sob o mesmo título e com igual controvérsia, por David Cronenberg.

 

«Uma obra de uma originalidade poderosa. Ballard é um dos nossos melhores escritores de ficção.» - Anthony Burgess

«[Ballard] possui uma imaginação aterradora e extraordinária.» - The Guardian

«Ballard lembra-nos de que os sonhos são, muitas das vezes, perversos.» - Zadie Smith

J. G. Ballard, filho de pais ingleses, nasceu em 1930 em Xangai, na China, para onde o pai tinha ido trabalhar, e morreu em 2009. Na sequência do ataque a Pearl Harbor, ele e a família foram colocados num campo de prisioneiros civis. Regressou a Inglaterra com a mãe e os irmãos em 1946. Após dois anos em Cambridge, onde estudou Medicina sem concluir o curso, Ballard escreveu para publicidade e foi porteiro em Covent Garden, antes de partir para o Canadá como piloto da Força Aérea britânica.

Começou a escrever contos na década de 1950 e estreou-se na ficção mais longa em 1962: The Drowned World é o primeiro romance de uma das mais sólidas carreiras da ficção contemporânea. Celebrizou-se pela sua autobiografia, Império do Sol (adaptada ao cinema por Steven Spielberg), mas é em romances como Crash (ed. Elsinore, 2016, igualmente adaptado ao cinema por David Cronenberg) e Arranha-Céus (ed. Elsinore, 2015) que se encontram os seus temas obsessivos: os efeitos psicológicos da cidade e da tecnologia na alienação do ser humano.

Outros livros do mesmo autor


Arranha-Céus

    «Mais tarde, sentado na varanda a comer o cão, o Dr. Robert Laing refletiu sobre os estranhos acontecimentos que nos últimos três meses tinham ocorrido no interior do prédio enorme.»