- Autor
- ISBN 9789898086426
- PVP 15.49 € (IVA incluído)
- preço livre
- 1ª Edição julho de 2015
- Edição atual 1.ª
- Páginas 192
- Apresentação Capa Mole
- Dimensões 150x220x11 mm
O mais recente romance de Andrés Barba, eleito pela revista Granta um dos melhores ficcionistas de língua espanhola da sua geração.
«Talvez fosse essa uma das piores tragédias do palhaço: a de que toda a gente desejasse constantemente que o palhaço fizesse de palhaço sem descanso, até ao fim dos tempos.»
O cientista Marcos Trelles prepara-se para publicar um artigo numa importante revista da especialidade, mas terá de anexar uma curta biografia de trezentas palavras. Nas duas semanas de que dispõe para a escrever, viaja com a esposa até à casa da sogra, falecida um ano antes, para resolver de vez o problema da herança. Na mesma altura, regressa a Espanha Abel, o cunhado, que pretende vender a casa da mãe e desfazer-se da última coisa que o liga ao país onde nasceu. Célebre comediante já reformado, foi ele quem, anos antes, empreendeu uma campanha política que elegesse um manequim para o Congresso, como forma de desmascarar o teatro político que nos subjuga.
Quem sou eu? Esta interrogação desafia Marcos a encontrar, no caos do nosso quotidiano de austeridade e desemprego, uma possibilidade de ordem dentro de si, mas igualmente dentro de um país despedaçado. No mais recente romance de Andrés Barba, a prosa limpa esconde a navalha com que se escalpeliza o espetáculo da política.
«Andrés Barba não precisa de ajuda nenhuma. Já tem um mundo de intenções perfeitamente fechado e uma mestria rara na sua idade.» - Mario Vargas Llosa.
Nascido em Madrid em 1975, Andrés Barba foi professor de Espanhol para estrangeiros na Universidade Complutense de Madrid e é hoje formador de escrita criativa.
É reconhecido como tradutor, tendo trabalhado autores como Joseph Conrad, Henry James e F. Scott Fitzgerald, além do romance Moby Dick, de Herman Melville.
Foi eleito pela revista Granta um dos melhores ficcionistas de língua espanhola da sua geração.
Livros publicados
República Luminosa
A palavra roubo, a palavra ladrão, a palavra assassinato. Estamos rodeados de palavras que, até agora, só eram ditas num sussurro.